Como evitar a obesidade em pets

Publicado em 07 de outubro de 2014 por Mundo Animal


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Foto Reprodução Google | texto Ana carolina Gabriel

Todo pet adora um bom petisco e qualquer dono fica feliz quando vê o seu bichinho de estimação se deliciando com essas gostosuras. Mas esta atitude está a um passo de levar cães e gatos à obesidade. O médico veterinário Eric Vieira Januário, que integra a equipe de endocrinologia do Grupo Pet Care de Hospitais Veterinários, alerta que tal prática traz outros riscos aos pets. “Nos cães sabemos que o excesso de peso pode provocar aumento dos níveis de triglicérides e colesterol, pancreatite (inflamação do pâncreas) e hipertensão arterial. Há evidências, ainda não totalmente elucidadas, de que a obesidade em cães possa ser um fator predisponente para o desenvolvimento do diabetes mellitus”, explica Januário.

Tanto em cães como em gatos, a obesidade pode trazer alterações metabólicas e problemas respiratórios, pois o excesso de gordura pode comprimir estruturas como a traqueia e pulmões. “Também é comum que animais com sobrepeso apresentem problemas locomotores, devido o excesso de peso sobre as articulações e a coluna”, conclui o veterinário.

A obesidade tem se tornado um problema frequente em cães e gatos, pois os pets estão cada vez mais seguindo o ritmo de vida de seus donos, isto é, uma rotina com pouco exercício físico e alimentação inadequada. Vale lembrar também que fatores genéticos, castração e doenças hormonais impulsionam a obesidade. “Nos cães são comuns o hipotireoidismo e o hiperadrenocorticismo, ou doença de Cushing – é uma desordem endócrina causada por níveis elevados de glicocorticoides, especialmente cortisol, no sangue. Nos gatos sabemos que a acromegalia – excesso de hormônio do crescimento – é uma doença rara que pode levar à obesidade”, diagnostica o veterinário.

Como evitar a obesidade em cães e gatos

Veja as dicas do especialista para evitar o excesso de peso nos cães e gatos:

1- Alimentação: depende muito da raça, idade e da existência de doenças. Para cada caso há rações comerciais com requerimento energético e quantidade de nutrientes que suprimem cada tipo de necessidade. É importante seguir a recomendação do médico veterinário para cada animal, bem como respeitar a quantidade diária que vem informada no rótulo.

2- Peticos para cães e gatos: “Os petiscos são permitidos, desde que a quantidade seja controlada e se o animal não tenha alguma contraindicação. No geral, para animais saudáveis e com peso normal, pode oferecer petiscos com baixo teor de gordura e vegetais (mas nem todos são indicados para cães e gatos)”, diz Januário.

3- Atividades físicas: o ideal é que os animais se exercitem diariamente. “Somente as caminhadas não são suficientes. Além delas, é necessário brincar e estimular a corrida (atrás de brinquedos, por exemplo)”, explica Januário.

Estes hábitos devem fazer parte da vida do animal desde os primeiros meses de vida. Para os gatos, a instalação de prateleiras que os permitam escalar e pular, ou de arranhadores, pode ser um estímulo ao exercício físico.

“Para os cães que já são mais idosos ou obesos, a atividade física deve ser realizada de maneira monitorada por médicos veterinários, inclusive fisioterapeutas para não sobrecarregar os sistemas cardiorrespiratório e articular”, finaliza.


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